Assim ficou denominada a origem de uma localidade-mais
especificamente uma possível e simpática “Comunidade
Quilombola”,onde todos têm um certo grau de parentesco e
origem em comum.Dizem
os mais velhos dessa localidade, que o conhecimento do lugar se deu
, devido ao aparecimento num lugarejo próximo, de um homem negro
desconhecido que ao ser indagado...de onde tu veio
“nego”?
- Este logo respondeu: do mato...vim do
mato!
A partir daí, o assunto que pairava no lugar era sobre
esse “nego” surgido do mato de uma hora para outra. Ele
ainda explicou que esteve escravizado por muito tempo e que fugira
para o mato, sendo seguido por outros que também vieram e
constituíram família ali. Conta-se também, que por volta da década
de 80, uma dessas famílias –possíveis remanescentes
quilombolas e parentes meus por sinal- tinham entre seus objetos de
valor, vários santos e que entre eles se destacava uma imagem de
São João Batista de ouro, revestida de argila e tinha uma coroa de
prata, relíquia herdada de minha tataravó. Pois bem, esse santo,
era guardado dentro de um oratório (uma espécie de capela
doméstica, onde se guardava imagens religiosas e destinado a
orações). Certo dia, uns homens que pareciam ciganos, aproximou-se
da casa e com o pretexto de pedir água, roubaram o santo com a
coroa. Nunca mais se teve notícias desses homens nem tampouco da
imagem que provavelmente foi somar-se às peças de algum
colecionador ou decorando algum
antiquário.
Esse fato é verídico e a comunidade ainda existe;
localiza-se no município de Entre
Rios-Bahia/Brasil.
Criação: Cidah Santos
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